A jornada criativa pode ser percorrida através de inúmeros caminhos, técnicas e ferramentas. Duas dicas para iniciar:
1. Caderno de artista ou diário gráfico
- Caderno para experimentações, exercícios, reflexões, percepções, sensações e impressões sobre algo.
- Podem ter vários tamanhos e formatos, geralmente personalizados e encadernados pelo próprio autor.
- Podem ser colagens com recortes de revistas e jornais, fotografias combinadas com textos, selos antigos, entre muitos outros itens encontrados ao acaso.
- São utilizados vários tipos de tintas e aplicações, decalques, texturas, carimbo, estêncil, etc.
- Os cursos de caderno de artista ou diário gráfico valorizam a imersão em grupo, o exercício coletivo, a troca de experiências e compartilhamento das técnicas utilizadas.
Não há certo ou errado, mas sim, práticas de autoconhecimento e desbloqueio criativo, através de inúmeras técnicas e materiais.
Normalmente adota-se o reaproveitamento de papel antigo de várias gramaturas, inclusive livros de sebo. Assim o processo criativo possibilita o desafio de partir de algo pré-existente impondo decisões e escolhas, experimentação do risco e rompimento do medo racional.
No entanto, a essência do caderno é enriquecer os recursos gráficos do autor, estimular o processo criativo intuitivo sobre as percepções do quotidiano, do mundo interno e externo e da vida como um todo.
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2. Sketchbook ou caderno de esboços
- Serve para desenhos, ilustrações, pinturas, anotações, entre outras técnicas.
- Geralmente utilizado durante o processo criativo, na geração de alternativas, registro de ideias, pensamentos, inspirações, estudos e invenções.
- Tem a vantagem de ser levado para qualquer lugar, por isso é muito utilizado para esboços de observação durante viagens.
Há pessoas que são colecionadores desses cadernos, e neles é possível ver e entender o progresso criativo de alguém.
- Também é uma excelente opção para testar técnicas, experimentar, ter a liberdade para um processo pessoal e maneira de se conectar consigo mesmo, explorando possibilidades e potencialidades.
A prática diária e constante resulta em uma linguagem visual e identidade própria, podendo ser também adotado como terapia ou hobby.
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É muito transformador manter projetos criativos pois aumentam a disciplina e a satisfação.
Compartilhar esses projetos fortalece a identidade, cria presença na internet, e conecta você com pessoas que valorizam seu olhar, além de acumular um portfólio enorme.
Vale a pena investir tempo nesse tipo de trabalho?
Sim, vale — especialmente para quem busca identidade, expressão e conexão genuína.
Mesmo com tantas plataformas, existe uma tendência forte para: Conteúdos autênticos, artesanais e “feitos à mão”.
Espera-se cada vez mais contramovimentos devido ao excesso de conteúdo rápido e artificial. Pessoas estão buscando processos reais, imperfeições, rotinas criativas, e a história por trás das obras.
As tendências para os próximos anos são para “processos lentos” (Slow Creative) e “pocket storytelling” (Pequenas histórias junto ao processo).